Do Grego katákhresis (= uso impróprio, abuso) e denominada abusio em Latim. De acordo com o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa catacrese é “uma metáfora já absorvida no uso comum da língua, de emprego tão corrente que não é mais tomada como tal, e que serve para suprir a falta de uma palavra específica que designe determinada coisa”. A Revista Discutindo Língua Portuguesa n.01 ressalva que às vezes até existe o termo, mas este é de uso pouco generalizado. É o caso de “céu da boca” que substitui “palato” ou “batata da perna” que substitui “panturrilha”.
- bloco de carnaval
- cordão humano
- banana de dinamite
- casa de marimbondo
- embarcar no avião
- engarrafamento de veículos
- maçã do rosto ( no lugar de pômulo)
- árvore genealógica
- folha de papel
- cortina de fumaça
- asa da xícara
- coroa do abacaxi
- enterrar agulha na pele
- anel viário
- ponte aérea
- surfe ferroviário
- leito do rio
- monte de dinheiro
- chumbar o quadro na parede
- bico da pena
- relógio (medidor de energia elétrica)
- fio de azeite (pouco de azeite)
- o avião aterrissou em alto-mar (aterrisar é em terra)
- o azulejo é branco (azulejo devia ser azul)
- sacar dinheiro no banco (banco não é saco)
- encaixar uma ideia na cabeça (cabeça não é caixa)
- miolo da questão
- ventre da terra
- tapete de relva
- laços matrimoniais
É comum catacreses referentes às partes do corpo:
- céu da boca
- pé da mesa
- pé-de-meia
- pé de cabra
- pé de laranja
- pé-de-moleque
- costas da cadeira
- braço da poltrona
- braço do rio
- cabeça de alho
- cabeça de prego
- olho do furacão
- dente de serrote
- dente do pente
- orelha do livro
- cabelo do milho
- coração da cidade
- pele do tomate
- barriga da perna
- boca do fogão
- boca da noite
- boca da garrafa
- boca do túnel
- mão-de-vaca
- olho d’água
- língua de fogo
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